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Distribuidores de água na Baixada Santista sentem a crise

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Quem acha que a falta de água da Grande São Paulo não afeta a região está enganado. Embora os problemas não estejam ligados aos níveis dos reservatórios, há serviços que estão sofrendo os impactos do que acontece no alto da Serra do Mar. Um dos casos é o dos distribuidores de água, que sofrem com o aumento da procura e a falta de oferta na Capital.

Washington Silva é proprietário de uma distribuidora de água no Campo Grande, em Santos, e relata que está passando por dificuldades. “Antes, eram 100,80 caminhões por dia para buscar água na fonte. Agora, são dez por dia e com hora marcada”.
Na semana passada, ele ficou uma semana sem receber água na distribuidora e ficou com os galões vazios. “Foi um prejuízo considerável”, lamenta, sem falar em valores.
Outra comerciante que contabiliza os prejuízos é Célia Morgado, proprietária de uma distribuidora em Praia Grande, na Avenida Presidente Kennedy. “Estou fazendo promoções para não repassar para os meus clientes, mas estou comprando a água mais cara, sim”.
Ela lembra que, em outubro, conseguia comprar um galão de 20 litros por R$3,00. Hoje, chega a R$ 6,00. “Não repasso e mantenho entre R$ 8,00 a R$ 10,00, porque prefiro ganhar na quantidade”, garante.
Célia também observa que as pessoas têm comprado mais galões do que antes. “Era comum esperar acabar para repor. Hoje, elas procuram fazer uma espécie de estoque”.
Roberto Yamauchi, que possui uma loja em São Vicente, alerta que a validade dos galões é de apenas três meses. “Não adianta comprar de monte. Só se for de garrafa, pois a durabilidade é maior”.
Desde outubro ele observa a situação se agravar, em função dos problemas nas fontes de Socorro, São Paulo e Lindoia. “Estou com problemas no estoque. Daqui a 15, 20 dias, entro no volume morto”.
Campanha
Para conscientizar as pessoas sobre a economia de água, a Sabesp, em parceria com a Prefeitura de Santos, intensifica nos próximos dias a Campanha Desperdício é a Gota D’água.
A ação distribuirá 20 mil folders e fixará 10 mil cartazes em escolas, interior de ônibus, unidades de Assistência Social e Saúde, condomínios, pontos turísticos e locais de grande concentração de pessoas.

Governo decide

O vice-governador de São Paulo, Márcio França (PSB), disse ontem que o diretor metropolitano da Sabesp, Paulo Massato, deu sua opinião de técnico ao falar da possibilidade de um rodízio de água com cinco dias de fornecimento para dois sem. “Ele é respeitado por todos nós, e ele como técnico tem obrigação de falar ‘olha, eu acho, minha opinião é esta’, e foi o que ele falou. Agora se haverá ou não (racionamento) é uma decisão que cabe ao governador, ao secretário de Estado (de Recursos Hídricos)”.

Orientações

Dicas para economizar água incluem não lavar veículos e calçadas e molhar as plantas com mangueira, verificar constantemente as condições do hidrômetro, checar se não existem possíveis vazamentos, observar se o registro está aberto, fechar a torneira enquanto escova os dentes, tomar banhos mais curtos e desligar o chuveiro ao ensaboar-se, entre outras.

Fonte: A Tribuna